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Identidade

  • 21 de dez. de 2017
  • 3 min de leitura

Identidade e Autoestima são as duas maiores preocupações do ser humano.

E descobrir a primeira e manter a segunda é onde mora o maior problema.

Que cada um possui um talento único e que a criatividade é exclusividade do ser humano não é novidade alguma, não é mesmo?

Portanto, pela lógica, o ideal seria a gente escolher, por livre e espontânea vontade, o que queremos fazer de nossas vidas, de acordo com o dom principal que nos foi conferido.

Além disso, vivemos em um mundo recheado de oportunidades onde, mesmo que sejamos influenciados pelos nossos modelos mentais, ainda temos a possibilidade de avaliar diferentes visões e histórias que podem nos levar a pensar de uma forma diferente, nossa própria forma.

O que nos falta é a coragem para aceitar nossa vocação e fazer dela a nossa fonte principal de felicidade.

Da adolescência à vida adulta, poucos são os que conseguem se livrar das influencias vindas dos grupos em que convivemos (família, escola, religião).

Por mais que tentemos ser autênticos, nosso comportamento é moldado pelas ideias, histórias e culturas de nossos pais, professores, educadores religiosos [...], o que acaba nos tornando frágeis e inseguros.

A procura da verdadeira identidade é uma das questões mais angustiantes para o ser humano.

Não é fácil encontrá-la. Não é fácil saber quem somos de fato.

Isso nos perturba durante muuuito tempo, consumindo boa parte da nossa energia.

Por isso tentamos provar o tempo todo o quanto somos bons, autênticos, capazes de realizar coisas diferente, ainda que não sejamos tão capazes assim.

É a nossa máscara social. Não somos assim, mas fazemos de conta que sim.

A necessidade de autoafirmação do ser humano é uma constante.

Para encontrar seu lugar na sociedade, ser valorizado, reconhecido e sentir-se importante de alguma maneira, abrimos mão das nossas próprias ideias e, em muitas das vezes, de nossos próprios valores.

Em muitas das vezes, para a maioria, a autenticidade significa ser direto, grosseiro, individualista e fora do padrão.

Mas calma, nem sempre ser autêntico é remar contra a corrente. É muito mais do que isso. É encontrar dentro de si, alguém que lhe traga conforto, que lhe traga felicidade.

A necessidade de ser aceito em casa, na escola ou na empresa nos faz buscar sentido nas coisas mundanas, como roupas caras, cargos importantes, quinze minutos de fama, bens e dinheiro.

Claro que isso não é nada bom, mas também não é ruim.

Tudo depende do quão escravo você se torna dos pensamentos, estilos de vida e padrões de comportamento alheios dos quais você não foi preparado e, na maioria das vezes, não possui o conhecimento necessário nem o suporte financeiro suficiente para acompanhar.

Dá trabalho tentar ser alguém que não somos, não é mesmo?!

Mas vamos lá!

Nossas vidas não precisam se resumir em frustrações!

Basta a gente permitir que sejam feitas as mudanças internas necessárias. Basta a gente se libertar, sem dó, sem medo.

E aqui vão algumas dicas:

Segundo pesquisas, existem seis pilares fundamentais para construirmos nossa própria identidade. São eles:

Consciência: Preste mais atenção ao que te acontece, às coisas que faz e experimenta. Não se esqueça o contexto no qual surgiram as experiências e sucessos.

Aceitação: Reconheça os próprios pensamentos, emoções e ações. Sem culpa! Observe-se com tranquilidade, sem aprovação nem condenação.

Responsabilidade: compreenda que você é o autor das suas próprias escolhas e ações e também responsável pela própria vida e pelo bem-estar. Responda conscientemente aos desafios da vida.

Assertividade: seja autêntico no trato com os outros, recuse-se a negar a o que você é (ou avalia ser) para ganhar a aprovação alheia. Esteja preparado para defender os próprios valores e ideias.

Propósito ou Intenção: identifique objetivos de curto e longo prazos e as ações necessárias para atingi-los. Monitore as ações para garantir o êxito e se manter na rota.

Integridade: viva em concordância com aquilo que sabe e professa. Diga a verdade, honre os compromissos e exemplifique, com ações, os valores que sustenta.

Como seres humanos, não podemos ser mais nem menos. Viemos ao mundo por graça divina, não por mérito ou algo parecido, portanto, para ter acesso ao nível essencial – o espírito da autoestima -, é necessário investigar profundamente a identidade, ou seja, quem você é e quem você acredita ser.” - Fredy Kofman

Por fim, lembre-se que para preservar a identidade e a autoestima não basta ter sucesso apenas uma vez; é preciso repetir o sucesso com frequência. Sem consistência e disciplina não há identidade nem autoestima que resistam à pressão do mundo atual.

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